
Uma denúncia anônima recebida no último domingo deu início a uma apuração do Jornal R1 sobre um suposto ataque coordenado contra a Polícia DRM. Ao longo da semana, ouvimos as duas instituições envolvidas.
Um perfil anônimo denunciou ataques às bases da DRM, atribuindo-os à RHC por suposto plágio de sistemas internos. A RHC optou por não se pronunciar publicamente sobre o caso. Já a DRM negou aliciamento e detalhou sua versão dos fatos.
Como tudo começou
Na manhã de domingo, o Jornal R1 recebeu uma denúncia de um perfil anônimo. Segundo o relato, a DRM teria sido atacada pela RHC, ação atribuída a um usuário identificado como -Jhonas2. Os ataques teriam atingido tanto a sala de contratos quanto o departamento de educação da DRM.
Perfil anônimo
Relato enviado à redação apontando suposto plágio de sistemas internos e aliciamento de policiais por parte da RHC.
Questionado sobre o que teria sido plagiado, o denunciante apontou semelhanças no sistema de pontos, na hierarquia e na "Távola Redonda" da DRM, que teria sido replicada pela RHC sob o nome de "Jomsvikings". A fonte também relatou que representantes da RHC teriam ido até bases da DRM para tentar recrutar policiais.
Sistema de pontos, hierarquia e a Távola Redonda, além da falta de senso deles irem atrás de funcionários dentro de nossas bases para adicionarem e fazerem ofertas.
Provas do ataque: vídeos e imagens
A seguir, reunimos os materiais enviados à redação: os registros em vídeo dos supostos ataques e as imagens do sistema atribuído à RHC, além de prints de conversas envolvendo a situação.
Vídeos dos ataques, sistema atribuído à RHC e prints de conversas envolvendo o caso.
A RHC evita se pronunciar
Procurada pela reportagem, a RHC inicialmente classificou o assunto como "demasiado irrelevante" para comentar e optou por não se manifestar publicamente sobre o caso.
Não é um assunto relevante o suficiente para a gente se pronunciar publicamente.
A versão completa da DRM
Já a DRM, por meio de seus representantes, respondeu de forma detalhada às perguntas do Jornal R1. Segundo Snanpper, não houve "roubo de praças": ele e outros fundadores seriam ex-integrantes de alto escalão da RHC, e algumas pessoas os teriam acompanhado após a saída, recrutando apenas ex-funcionários já insatisfeitos com a antiga instituição.
Não existiu roubo de praças, fomos ex-supremos da RHC e assim por gravidade algumas pessoas acompanharam. Chamamos ex-funcionários que haviam saído por insatisfação com a RHC.
Sobre o ataque, Snanpper afirmou que ele atingiu a sala de contratação da DRM, que já seria desativada no dia seguinte, sem gerar prejuízo real. Segundo o relato, o usuário identificado como -Jhonas2, vindo de organizações já extintas, teria coordenado o ataque junto à RHC, e a DRM diz ter mantido contato breve com ele como parte de uma estratégia para identificar deslealdades internas.
Estávamos preparando iscas para saber quem era de confiança e quem não era. Confesso que pegou de surpresa, pois ele era um grande amigo de um rapaz que está nos ajudando.
A DRM negou qualquer intenção de retaliação, afirmando não pretender pautar seus próximos passos com base na RHC, e disse estar focada em sua estruturação interna. Segundo os representantes, a saída da antiga instituição teria sido motivada por um clima interno que descreveram como marcado por desavenças e falta de reconhecimento, pontos que não foram confirmados de forma independente pela reportagem.
Não vamos propagar uma guerra que é somente do lado deles. Simplesmente não aguentávamos mais a experiência de lá e queríamos proporcionar uma melhor, para nós e para os outros.
Considerações finais
Até o fechamento desta matéria, a RHC optou por não detalhar sua versão dos fatos. Já a DRM apresentou uma versão extensa dos acontecimentos, negando as acusações de aliciamento e atribuindo o episódio a uma armadilha interna de segurança.
O Jornal R1 seguirá acompanhando o caso e permanece aberto a novos documentos e depoimentos que possam complementar a apuração. O direito de resposta segue garantido a ambas as partes caso novos elementos surjam.